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Talvez exista sempre uma única pessoa certa ou talvez seja apenas mais um jogo de probabilidades e tentativa-erro, não sei. Sei que, hoje, para mim, essa pessoa certa, se é que existe, és tu. Não acredito em amores à primeira vista, em emoções que resistem a tudo, nem acredito que o amor resista a tudo, acredito que um dia acaba mas que as vidas continuam e, por isso essa pessoa certa não pode ser só amor, não pode ser só um coração a bater rápido, não pode ser só paixão, nervosismo, bons momentos, tem de haver experiência, vida, momentos, não só bons, mas maus também. Tem de haver, sobretudo, confiança e respeito. E, para mim, essa pessoa certa não existe, ou, por outro lado, podem ser todas e só não o são porque nem todas estão dispostas ao que tu estás; para mim, o príncipe não precisa de vir de cavalo tal como a pessoa certa não precisa de aparecer de uma história tirada de uma novela, de coincidências que foram escritas pelo destino, só precisa de aparecer e ser aquilo que tu foste, aquilo que tu és. Não gosto de acreditar que tu não passas de uma probabilidade, de uma tentativa porque isso faz-me crer que podes falhar, que podes errar, que podes cair do pedestal onde eu te coloquei, e isso não pode ser possível, talvez por seres a pessoa certa ou talvez, porque, simplesmente, e apesar de nem sempre parecer, eu te amar, e esse amor ser um amor construído aos poucos e não um dos que aparece e nos cega, e nos paralisa e que, no fim, nos faz sofrer.
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